Vai mudar de emprego? O que deve avaliar nas suas finanças antes de dar o passo
Mudar de emprego pode representar uma oportunidade de crescimento profissional, melhores condições salariais ou maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No entanto, antes de tomar esta decisão, é importante perceber de que forma a mudança poderá afetar a sua estabilidade financeira.
Tome nota de 6 dicas que a Maxfinance preparou para si:
1. Compare o rendimento líquido, não apenas o salário bruto
Uma proposta salarial mais elevada nem sempre significa mais dinheiro disponível ao final do mês. Antes de aceitar um novo desafio, compare o rendimento líquido atual com o futuro, tendo em conta os descontos para IRS e Segurança Social, subsídios, prémios e outros benefícios.
Considere também vantagens como seguro de saúde, subsídio de alimentação, viatura ou despesas de deslocação. Alguns destes benefícios podem representar uma poupança significativa no orçamento mensal.
2. Avalie as novas despesas associadas ao emprego
Uma mudança profissional pode trazer custos adicionais que nem sempre são considerados numa primeira análise. Um local de trabalho mais distante, por exemplo, poderá implicar maiores despesas com combustível, transportes, estacionamento ou alimentação.
Se passar de um regime híbrido para presencial, faça as contas da repercussão dessa alteração. O importante é perceber quanto irá efetivamente ganhar, depois de descontadas todas as novas despesas.
3. Reforce o seu fundo de emergência
Ter uma reserva financeira é especialmente importante em períodos de transição profissional. Mesmo que já tenha uma proposta de emprego, podem surgir imprevistos, como atrasos no primeiro vencimento ou despesas inesperadas.
Idealmente, deverá ter um fundo de emergência equivalente a três a seis meses de despesas essenciais. Este valor poderá ser superior caso tenha dependentes, encargos financeiros elevados ou menor estabilidade de rendimentos.
4. Analise os seus créditos e compromissos financeiros
Se tem um crédito à habitação, automóvel ou pessoal, avalie se o novo rendimento permite continuar a cumprir confortavelmente todas as prestações.
Tenha também em atenção eventuais alterações na estabilidade contratual. Se pretende pedir um crédito à habitação num futuro próximo, uma mudança de emprego, sobretudo quando envolve um novo período experimental, poderá influenciar a avaliação de risco realizada pelas instituições financeiras.
5. Faça contas ao período de transição
Confirme as condições de saída do emprego atual e de entrada no novo, nomeadamente os prazos de aviso prévio, férias por gozar, subsídios e eventuais valores a receber.
Verifique também se existirá algum intervalo entre os dois contratos e de que forma poderá afetar os seus rendimentos. Antecipar estas situações permite evitar desequilíbrios temporários no orçamento.
6. Pense nos seus objetivos financeiros
A decisão de mudar de emprego não deve considerar apenas o benefício imediato. Reflita sobre o reflexo que poderá ter nos seus planos futuros, seja comprar casa, constituir família, investir ou reforçar as poupanças.
Uma proposta com um salário ligeiramente inferior, mas com melhores perspetivas de progressão, maior estabilidade ou menos despesas associadas, poderá revelar-se vantajosa a longo prazo.
Mudar de emprego pode ser um passo importante para melhorar a qualidade de vida, mas deve ser uma decisão ponderada. Organizar o orçamento, conhecer os encargos e antecipar possíveis mudanças nos rendimentos permite iniciar uma nova etapa com maior segurança.